Tem gente que agradece aos pais pelo investimento nas melhores escolas, pela temporada fora do país durante o intercâmbio, pela festa de 15 anos, pelo primeiro carro, pela faculdade cara, pelo apartamento que nem precisou suar para pagar, pela festa de formatura, festa casamento... Eu agradeço aos meus por várias regalias que tive na vida, claro. Mas não acho que elas tenham sido a coisa mais importante que recebi dos dois (eu sei que teve todo um sacrifício no meio desse caminho de pedras. Não estou entrando no mérito da questão ou sendo injusta, viu madresita que lê este blog!?!).
Para mim, entre as melhores coisas que os pais podem proporcionar aos filhos são as formações cultural e humana. Falando sobre primeira, graças a eles eu sempre li muito, fui a muitas sessões de cinema, peças de teatro, exposições, balés. Experimentei novos sabores porque lá em casa criança comia não só colorido (pratos exóticos também), viajei para cidades legais, acampei no meio do mato e por aí vai...Contudo, minha primeira "aula" de arte e cultura foi definitivamente musical. E de rock. Eu me lembro que mal falava a maioria das palavras que uma criança domina na língua portuguesa e já balbuciava canções dos Rolling Stones. Sticky Fingers foi, é e sempre será o disco mais importante da minha formação musical, embora haja o Radiohead em mi vida...
Estou falando de base, de chão, daquilo que te faz ter a curiosidade de um dia ouvir outras canções (visto que criança adora ver/ouvir a mesma coisa milhões de vezes), que serão sua trilha em algum momento da existência. Os Stones foram minha porta de entrada para Beatles, Doors, Hendrix, Led, Animals, Ramones, Clash, Cure, Echo, Chili Peppers, Faith no More, Pearl Jam, Nirvana, Queens of the Stone Age e tudo mais que eu nunca parei de escutar e amar. "É apenas rock and roll, mas eu gosto". E pronto. Até para me justificar para o mundo, uso uma composição de Jagger&Richards. Teve um tempo - microtempo, admito - que eu até ficava um pouco sem graça de preferi-los aos Beatles, dada a magnitude, a aura de revolução e a oponência do quarteto de Liverpool. Há um punhado de anos nem me faço de rogada; não entro em nenhuma discussão sobre quem é melhor. Eu sei perfeitamente quem é melhor, porém prefiro aqueles caras sujos, malvados e imperfeitos, com discos que nem sempre são obra-prima. No meu critério musical basta comparar as gravações de "I wanna be your man". A versão Beatles é casamento. A versão Stones é trepada.
E como hoje é dia do rock - e eu habitualmente divago sobre minha disciplina favorita entre todo e qualquer gênero musical inventado até o momento -, separei um blues dos Stones, que eu cantava desde não me lembro quando. Sabe aquela música que a criança escuta e cai na gargalhada de tanto que gosta? Para a geração de agora pode até ser uma Adriana Calcanhoto, whatever. Essa era a minha e, arrisco dizer, da minha irmã. Porque nossos ouvidos musicais foram muito apurados ainda quando éramos fetos.
"You Gotta Move". Always!
Segunda-feira, Julho 13, 2009
Terça-feira, Julho 07, 2009
Alguma poesia? (Ou enquanto faço o curto trajeto a pé para o trabalho)
Um homem vestido de branco está descendo a rua.
Enquanto fala ao celular.
Ao passar por mim, aciona o modo automático de sua emoção
E diz, em tom menor, beijoeuteamotchau.
Mesmo com a cinza névoa no céu,
as amoras da minha rua insistem em tingir o chão de roxo.
Já me perguntaram um milhão de vezes se não canso de te escutar.
Quando driblo as faxineiras dos prédios, que varrem as folhas para longe,
Nem sequer as surpreendo com meus olhos fechados
Ao cantar desafinadamente sua música, agora minha.
Enquanto fala ao celular.
Ao passar por mim, aciona o modo automático de sua emoção
E diz, em tom menor, beijoeuteamotchau.
Mesmo com a cinza névoa no céu,
as amoras da minha rua insistem em tingir o chão de roxo.
Já me perguntaram um milhão de vezes se não canso de te escutar.
Quando driblo as faxineiras dos prédios, que varrem as folhas para longe,
Nem sequer as surpreendo com meus olhos fechados
Ao cantar desafinadamente sua música, agora minha.
Terça-feira, Junho 30, 2009
Mais uma despedida
O mundo fica muito pior quando pessoas como ela se vão...
Coreógrafa alemã Pina Bausch morre aos 68 anos - Da Redação do Uol
A coreógrafa e bailarina alemã Pina Bausch morreu aos 68 anos, informa o jornal britânico "The Guardian". Bausch, nascida Philippine Bausch, era diretora artística do Teatro de Dança de Wuppertal desde 1973. De acordo com o jornal alemão Deutsche Welle, recentemente a coreógrafa foi diagnosticada com câncer.
As coreografias da bailarina, que estreou como coreógrafa em 1968, caracterizam-se por uma junção de teatro e dança moderna, refletindo sentimentos humanos como a tristeza e o amor.
Entre as suas produções mais conhecidas estão "Komm tanz mit mir" ("Vem, Dança Comigo", 1977), "Keuschheitlegende" ("Lenda de Castidade", 1979) e "Viktor" (1986), ou "Café Muller".
Parte dos trabalhos da companhia Tanztheather Wuppertal de Bausch tomou por referência países por onde passou desde a década de 1980. A Coreografia "Rough Cut" é dedicada à Coréia do Sul, por exemplo, e "Água", de 2001, é fruto da passagem da coreógrafa pelo Brasil.
Em 2007 ela ganhou o Prêmio Kyoto, importante prêmio internacional de dança, em homenagem ao seu trabalho, rompendo a fronteira entre dança e teatro e estabelecendo um novo parâmetro da arte teatral.
O trabalho de Bausch pode ser visto também no cinema, no filme do diretor Pedro Almodóvar "Fale com Ela" (2002).
Desde setembro de 2008, o trabalho da bailarina e coreógrafa era objeto de uma biografia cinematográfica conduzida pelo diretor Win Wenders.
Coreógrafa alemã Pina Bausch morre aos 68 anos - Da Redação do Uol
A coreógrafa e bailarina alemã Pina Bausch morreu aos 68 anos, informa o jornal britânico "The Guardian". Bausch, nascida Philippine Bausch, era diretora artística do Teatro de Dança de Wuppertal desde 1973. De acordo com o jornal alemão Deutsche Welle, recentemente a coreógrafa foi diagnosticada com câncer.
As coreografias da bailarina, que estreou como coreógrafa em 1968, caracterizam-se por uma junção de teatro e dança moderna, refletindo sentimentos humanos como a tristeza e o amor.
Entre as suas produções mais conhecidas estão "Komm tanz mit mir" ("Vem, Dança Comigo", 1977), "Keuschheitlegende" ("Lenda de Castidade", 1979) e "Viktor" (1986), ou "Café Muller".
Parte dos trabalhos da companhia Tanztheather Wuppertal de Bausch tomou por referência países por onde passou desde a década de 1980. A Coreografia "Rough Cut" é dedicada à Coréia do Sul, por exemplo, e "Água", de 2001, é fruto da passagem da coreógrafa pelo Brasil.
Em 2007 ela ganhou o Prêmio Kyoto, importante prêmio internacional de dança, em homenagem ao seu trabalho, rompendo a fronteira entre dança e teatro e estabelecendo um novo parâmetro da arte teatral.
O trabalho de Bausch pode ser visto também no cinema, no filme do diretor Pedro Almodóvar "Fale com Ela" (2002).
Desde setembro de 2008, o trabalho da bailarina e coreógrafa era objeto de uma biografia cinematográfica conduzida pelo diretor Win Wenders.
Marcadores:
cotidiano
Quinta-feira, Junho 25, 2009
R.I.P Michael Jackson

Ele fez parte da formação musical de quase tudo mundo, do contrário não seria o "Rei do Pop"."Thriller" fez com que toda uma geração se apaixonasse pela linguagem do videoclipe e segue ainda como um dos mais importantes de todos os tempos. Era preto e virou branco, comprou os direitos dos Beatles, foi acusado de pedofilia...Michael Jackson era um enigma e era foda.
Ninguém pode constestar sua importância e está sendo difícil acreditar: o rei está morto. Como? De que?
Foi tudo muito rápido. Felizmente Michael, que levou uma vida de glamour e de cão, teve um fim rápido. Ou não. Quem vai saber?
Eu me lembro como se fosse hoje quando ganhei o vinil e o ouvi repetidas vezes (mania de criança que eu trouxe para a vida adulta). Nos anos 80, sem globalização, blogs, comunidades virtuais e milhões de criticozinhos de música de meia tigela, Michael Jackson era uninanimidade. O break estourava e todo mundo queria ser como ele. Surgiam, então, as réplicas. Sábado era dia de ver MJs fakes no Chacrinha e domingo no Sílvio.
Michael era o cara, não tinha concorrente. Mesmo porque até a Madonna, em início de carreira, teve engolir a Cindy Lauper. Ele não. Ele era a história do pop, da música negra mundial...
Imagina crescer num lar onde só o que era autêntico sobrevivia? Meus pais só ouviam rock, blues e música brasileira. Tinham aquela alma hippie, olhar crítico e ouvido musical apurado...O Michael foi o primeiro ícone pop que foi avaliado pela família e conquistou todo mundo. E, se couber uma análise mais aprofundada, o único artista do gênero de que todos (meu pai, minha mãe, eu e minha irmã) gostaram...
Estou triste. Achei que a partida de Michael, mesmo com seu aspecto fragilizado, demoraria um pouco mais.
Marcadores:
it's my aeroplane
Quarta-feira, Junho 24, 2009
Sexta-feira, Junho 19, 2009
You Tube da semana
A verdadeira relaçao cliente e fornecedor. Acesse aqui.
Marcadores:
por uma vida menos ordinária
Quarta-feira, Junho 17, 2009
O fim do diploma?
Como o assunto atinge minha área de formação e, por enquanto, de atuação, eu não poderia deixar de opinar sobre o "calcanhar de Aquiles do dia" da maioria dos jornalistas brasileiros (ao menos pela minha constatação no fórum do Comunique-se e no twitter): o fim da obrigatoriedade do diploma por meio da votação no Supremo Tribunal Federal.
Em alguma ocasião (talvez na época da faculdade), eu posso até ter achado legítima a tal conquista do canudo. Mas desde que me formei, penso na exigência como uma bobagem. Apesar de todo o meu desencanto alimentado ao longo de quase 11 anos de estrada, fiz vestibular para comunicação porque acreditava ter vocação para a coisa. O jornalismo foi uma escolha precoce, já que nos tempos de escola criava fanzines e até uma "emissora de rádio" que operava na hora do recreio. Comunicação (para o bem e para o mal) está no meu código genético.
Eu quis ser jornalista porque aquele universo um dia me fascinou: da apuração do fato (não do recebimento do release pronto e mastigado) à correria do fechamento e suas eventuais desventuras em série. Há um prazer indescritível em se realizar uma boa entrevista. Quando digo boa, não me refiro àquela troca de gentilezas entre entrevistado e entrevistador. Uma "alfinetada" na dose certa - e dependendo da circunstância e necessidade, óbvio - tem seu lugar e isso só se dá também à custa de muita pesquisa, informação e "feeling". Então, quando se deseja algo não interessa se alguém irá validar isso com um diploma.
Sempre afirmei que a faculdade para mim foi apenas um consórcio. Me dei conta disso no segundo ou terceiro período, quando ingressei no meu primeiro estágio. A prática destoava bastante de toda aquela teoria ministrada por muitos professores que ou estavam fora do mercado ou possuíam um único referencial. Eu só assimilei disciplinas como filosofia, sociologia, artes. Contudo, resolvi seguir para ver no que dava. Para os meus pais não deixaria de ser uma conquista importante (não essencial) ver a filha concluir uma faculdade (temos que lembrar que moramos num país que até pouquíssimo tempo atrás só acessibilizava o ensino superior para quem tinha condições financeiras para tal ou um esforço incansável para batalhar uma vaga em universidades públicas, sem cursinho ou mordomias do tipo. Nenhum dos meus avós passou do ensino médio, só para constar).
Uma pena que somente na casa dos 30 vejo que seria melhor "fechar o livro e ir viver", como já disse o poeta. Entrei no curso com apenas 17 anos. Poderia ter rodado o mundo com a grana da mensalidade, aprender sobre diversas culturas, falar outras línguas. E só agora isso tudo cai por terra? Não, não é essa "desobrigação" que gera um certo arrependimento. Foi minha imaturidade na escolha da carreira. Eu devia ter adiado por um tempo uma decisão tão importante.
Eu acho que no mundo ideal (vá lá, meu "mundo de Malboro"), eu poderia ter tido a chance da prática antes de optar por aquilo que faria o resto da vida porque estagiário, em geral, é preservado de certas pautas recomendadas, da falta de visão de certos superiores, de qualificação de certos colegas...O fim da necessidade de diploma pode trazer essa perspectiva. Isso pode ser melhor para o jornalismo a médio e longo prazo, ainda mais se considerarmos que ele mergulha numa grande crise.
Ter ou não um diploma não exclui ninguém de um compromisso ético. Ética a gente aprende em casa e leva para toda existência. Ter ou não um diploma não torna nenhum profissional especialista na maioria dos assuntos. Leio, ouço e vejo muita porcaria mesmo de "bacharéis" que se metem a tratar de cinema, artes plásticas, música, moda só para citar aquilo em que me "especializei" dentro do jornalismo. Ter ou não diploma, não exime o cidadão do compromisso com o outro, com o revelar dois lados da mesma moeda e ter o mínimo de senso de justiça. Por fim, ter ou não diploma não torna ninguém melhor que ninguém.
De todo chororô que acompanhei hoje, o mais lamentável foi o desconforto de alguns jornalistas na comparação com um cozinheiro, que foi feita pelo Ministro Gilmar Mendes (por quem não nutro nenhuma simpatia, aliás). Alimentar é extremamente digno e essencial à sociedade tanto quanto recolher sacos de lixo, fazer uma cirurgia de alto risco, defender um caso complicado, planejar a construção de um prédio, cuidar da segurança de uma rua dentro de uma guarita...
Há muitos cursos não regulamentados - em comunicação temos publicidade, por exemplo -, sem sindicatos fortes (o dos jornalistas para mim só faz barulho e mais nada) e isso não é drama, é apenas motivação para lutar por condições mais justas e melhores remunerações. Quem tem talento e profissionalismo não fica sem boas oportunidades (emprego é uma palavra complicada).
Para encerrar, gostaria de pontuar que tenho grandes amigos atuantes em redações e assessorias (e não se graduaram no curso de jornalismo necessariamente) e superam requisitos que a sociedade poderia esperar de um profissional da área: escrevem extremente bem, possuem noção global dos processos, têm faro, curiosidade, criatividade, sensibilidade, ética, comprometimento. A estas pessoas incríveis, dou as minhas "boas-vindas" ao clube. Ainda que eu espere acionar meus planos B e C um dia.
Em alguma ocasião (talvez na época da faculdade), eu posso até ter achado legítima a tal conquista do canudo. Mas desde que me formei, penso na exigência como uma bobagem. Apesar de todo o meu desencanto alimentado ao longo de quase 11 anos de estrada, fiz vestibular para comunicação porque acreditava ter vocação para a coisa. O jornalismo foi uma escolha precoce, já que nos tempos de escola criava fanzines e até uma "emissora de rádio" que operava na hora do recreio. Comunicação (para o bem e para o mal) está no meu código genético.
Eu quis ser jornalista porque aquele universo um dia me fascinou: da apuração do fato (não do recebimento do release pronto e mastigado) à correria do fechamento e suas eventuais desventuras em série. Há um prazer indescritível em se realizar uma boa entrevista. Quando digo boa, não me refiro àquela troca de gentilezas entre entrevistado e entrevistador. Uma "alfinetada" na dose certa - e dependendo da circunstância e necessidade, óbvio - tem seu lugar e isso só se dá também à custa de muita pesquisa, informação e "feeling". Então, quando se deseja algo não interessa se alguém irá validar isso com um diploma.
Sempre afirmei que a faculdade para mim foi apenas um consórcio. Me dei conta disso no segundo ou terceiro período, quando ingressei no meu primeiro estágio. A prática destoava bastante de toda aquela teoria ministrada por muitos professores que ou estavam fora do mercado ou possuíam um único referencial. Eu só assimilei disciplinas como filosofia, sociologia, artes. Contudo, resolvi seguir para ver no que dava. Para os meus pais não deixaria de ser uma conquista importante (não essencial) ver a filha concluir uma faculdade (temos que lembrar que moramos num país que até pouquíssimo tempo atrás só acessibilizava o ensino superior para quem tinha condições financeiras para tal ou um esforço incansável para batalhar uma vaga em universidades públicas, sem cursinho ou mordomias do tipo. Nenhum dos meus avós passou do ensino médio, só para constar).
Uma pena que somente na casa dos 30 vejo que seria melhor "fechar o livro e ir viver", como já disse o poeta. Entrei no curso com apenas 17 anos. Poderia ter rodado o mundo com a grana da mensalidade, aprender sobre diversas culturas, falar outras línguas. E só agora isso tudo cai por terra? Não, não é essa "desobrigação" que gera um certo arrependimento. Foi minha imaturidade na escolha da carreira. Eu devia ter adiado por um tempo uma decisão tão importante.
Eu acho que no mundo ideal (vá lá, meu "mundo de Malboro"), eu poderia ter tido a chance da prática antes de optar por aquilo que faria o resto da vida porque estagiário, em geral, é preservado de certas pautas recomendadas, da falta de visão de certos superiores, de qualificação de certos colegas...O fim da necessidade de diploma pode trazer essa perspectiva. Isso pode ser melhor para o jornalismo a médio e longo prazo, ainda mais se considerarmos que ele mergulha numa grande crise.
Ter ou não um diploma não exclui ninguém de um compromisso ético. Ética a gente aprende em casa e leva para toda existência. Ter ou não um diploma não torna nenhum profissional especialista na maioria dos assuntos. Leio, ouço e vejo muita porcaria mesmo de "bacharéis" que se metem a tratar de cinema, artes plásticas, música, moda só para citar aquilo em que me "especializei" dentro do jornalismo. Ter ou não diploma, não exime o cidadão do compromisso com o outro, com o revelar dois lados da mesma moeda e ter o mínimo de senso de justiça. Por fim, ter ou não diploma não torna ninguém melhor que ninguém.
De todo chororô que acompanhei hoje, o mais lamentável foi o desconforto de alguns jornalistas na comparação com um cozinheiro, que foi feita pelo Ministro Gilmar Mendes (por quem não nutro nenhuma simpatia, aliás). Alimentar é extremamente digno e essencial à sociedade tanto quanto recolher sacos de lixo, fazer uma cirurgia de alto risco, defender um caso complicado, planejar a construção de um prédio, cuidar da segurança de uma rua dentro de uma guarita...
Há muitos cursos não regulamentados - em comunicação temos publicidade, por exemplo -, sem sindicatos fortes (o dos jornalistas para mim só faz barulho e mais nada) e isso não é drama, é apenas motivação para lutar por condições mais justas e melhores remunerações. Quem tem talento e profissionalismo não fica sem boas oportunidades (emprego é uma palavra complicada).
Para encerrar, gostaria de pontuar que tenho grandes amigos atuantes em redações e assessorias (e não se graduaram no curso de jornalismo necessariamente) e superam requisitos que a sociedade poderia esperar de um profissional da área: escrevem extremente bem, possuem noção global dos processos, têm faro, curiosidade, criatividade, sensibilidade, ética, comprometimento. A estas pessoas incríveis, dou as minhas "boas-vindas" ao clube. Ainda que eu espere acionar meus planos B e C um dia.
Marcadores:
jornalismo
Assinar:
Postagens (Atom)




